Meu pé de manga deu manga
Não é de se admirar
Pior seria se desse maracujá
Mas fruta todas se comem
Alimentam mulher e homem
e as criancinhas a brincar
30.8.12
26.8.12
Conselho de Chico Xavier
Sofreste, de inesperado,
O estranho golpe da ofensa
Que te envolve em dor imensa
No espinheiro de pesar,
Mas o remédio mais puro
Que restaura a alma ferida
Vem da farmácia da vida:
Esquecer e perdoar...
(Chico Xavier)
23.7.12
A Lição do Amor (Elisabeth Kübler-Ross & David Kessler)
O amor, aquela coisa que achamos difícil até mesmo de descrever, é a única experiência verdadeiramente real e duradoura da vida. Ele é a essência dos relacionamentos, o âmago da criatividade, o oposto do medo do poder, uma parte fundamental de quem somos. Ele é a fonte da felicidade, a energia que vive dentro de nós e nos une aos outros seres.
No entanto, apesar de todo seu poder e grandeza, o amor é impalpável.
18.7.12
Memórias do Pará
Nasci na pequena Castanhal, no bairro distante do Cariri, e numa rua de terra batida caminhei meus primeiros passos. Tive uma infância feliz, convivia quase que pacificamente com meus irmãos que entre as disputas me protegiam.
Aos sábados íamos ao sítio de Jipe sem capota, na poeira ou na chuva, pela estrada que começava na BR 316.
Na altura do bairro Milagre descíamos na Avenida Lauro Sodré e seguíamos pela estrada tortuosa de um asfalto esburacado durante uma hora. Era a cidade que acabava com suas invasões. Mas era também fazendas enormes, onde pastava um gado branquinho e na sequencia agrovilas paupérrimas, sem sequer energia elétrica.
Ao fim de mais ou menos uma hora de viagem chegávamos a pequena Inhangapi, com sua ponte e sua lenda.
Contava-se que debaixo da ponte havia uma enorme sucuri, chamada de cobra grande, e esta habitualmente engolia banhistas desavisados que tomavam banho á noitinha. Eram muitos casos relatados e o fato é que não havia um só Inhangapiense que banhasse naquela parte do rio.
Casinhas de madeira acompanhavam a estrada já de terra batida, que numa encruzilhada terminava metade na Igreja principal, e a outra metade seguia em frente, cada vez mais tortuosa, esburacada e cheia de ladeiras enormes.
To be continue...
16.7.12
A mangueira sagrada
A floresta é verde brilhante quando chove, podemos ver as gotas de água que caem límpidas e sem pressa escorrendo geladas de encontro á terra. Algumas flores amarelas ressaltam na paisagem, outras folhas em forma de coração, ou compridas como de bananeiras, estreitas, cortantes, folhas de todo tipo, mas o que nós procurávamos era a mangueira centenária.
Quem tinha nos falado da tal mangueira era o índio Tamakuaré, conhecedor das matas da reserva. Uma árvore que estava na memória daquele povo a várias gerações, era o refugio do pajé quando precisava meditar, e prova de coragem para o guerreiro que a encontra-se e trouxesse seus frutos dourados.
25.6.12
A Política salvará o Brasil?
Em ano eleitoral é sempre a mesma coisa, homens e mulheres bem vestidos com discursos prontos e promessas mil. Veja na televisão dia após dia candidaturas sendo construídas de forma sorrateira. Nas Redes sociais também é possível perceber o clima esquentando entre candidatos.
Talvez o povo brasileiro ainda se sinta alheio á ideia de escolher um representante e por isso encare a eleição como algo passageiro e portanto se puder angariar algum benefício próprio enquanto os políticos "jogadores" se degladiam em praça pública.
Muitas palavras preenchem o vocabulário rebuscado da propaganda política, ética, compromisso, comprometimento com a causa, o povo governando, um pais de todos. Que lindo, no nosso país tropical, abençoado por deus e bonito por natureza, três em cada dez habitantes passa fome.
Sabemos que não devemos votar em candidatos ficha-suja mas ignoramos que o projeto foi rejeitado pelo Senado Federal. Um projeto de Lei de Iniciativa Popular com um milhão e meio de assinaturas em pelo menos cinco Estados.Um projeto dentro dos tramites legais, mas que engavetou-se.
No fundo nós elegemos os políticos que serão contra Projetos de Iniciativa Popular pois o povo em si serve como curral eleitoral não como agente na elaboração de leis que sejam para o bem comum como é o caso do projeto Ficha-limpa. Afinal de contas não devemos votar em políticos ficha-suja pelo motivo que não votaríamos num assaltante de banco.
Mesmo assim eles estarão lá e poderão ser votados e eleitos. E assumirão seus cargos e usurparão do dinheiro público. E usufruirão dos benefícios que gozam. Enquanto as Universidades estão em greve. E os trabalhares Sem-terra ocupam a área da ALPA.
Votar no político certo é uma questão fundamental para o desenvolvimento do Brasil.Mas existe um vetor que catalisa as transformações em nosso país: os movimentos populares.
24.6.12
20.6.12
Eu, dona de casa
Vinte e cinco anos, brasileira, casada, mãe e dona de casa.
Mas pera aí, uma mulher no seculo vinte e um com uma visão tão pueril...já explico tudo...
Um belo dia me vi cansada, estafada, gripada e por mais que me fosse difícil admitir oito quilos maior. Tudo se deu tão sorrateiramente que foi quase imperceptível a transição do 36 ao 38, depois ao 40 e por ultimo ao 42. Não que eu seja do tipo de pessoa super preocupada com a estética, sempre preferi um bom livro á acadêmia e fugi dessa ultima por muitos anos sempre acreditando que quanto maior os músculos menor o cérebro.
Resolvi consultar um médico:
_ Olá, como se sente? foi o que ele me perguntou.
_ Cansada.
_ Que tipo de cansaço?
_ Físico e mental.
_ Você fuma?
_ Ás vezes.
_ Você bebe?
_ Quase nunca.
_ Pratica atividade física?
_ Seu Doutor eu acordo ás 6:00, entro as 7:00 no trabalho e fico sentada em frente a um computador até as 12:00. Nas duas horas de almoço que tenho dou atenção á minha filha, geralmente a faço dormir e almoço correndo. Ás 14 horas volto ao trabalho de onde só saiu ás 18:00. Geralmente passeio um pouco com meu marido e chego em casa ás 19:00, onde minha pequena já me espera pronta para dormir. Canto suas músicas e ela enfim dorme. Organizo um lanche, janto, e durmo ás 22:00 na ilusão de me recuperar com oito horas completas de sono. Me diga, qual atividade física o senhor sugere que eu faça?
_ Peça demissão e vire dona de casa.
_ Dona de casa?
_ Sim. Seu marido trabalha?
_ Trabalha.
_ Então, dispense a empregada, cuide sua filha, de seu marido, da sua casa e ganhe um tempo extra pra se cuidar. Você me parece dez anos mais velha. Precisa preocupar-se mais com a própria saúde.
Fiquei com aquilo na cabeça e finalmente resolvi dividir aquele conselho com um grande interessado: meu marido.
_ Acho que ele tem razão. Foi o que ele me disse coçando a cabeça.
_ Não se nasci pra ser amélia.
_ Você já é, apenas não sabe ainda...
_ Talvez.
Alguns dias se passaram até que cheguei com o aviso prévio assinado. Ele deu deu saltos de alegrias, e disse me rodando no meio da sala: terei minha mulher de volta! Terei minha mulher de volta! A pequena menina também comemorou mesmo sem entender muito dos motivos de tanta alegria.
Assim a grande mudança começou pra mim...
25.5.12
Pará pra que?
Saí da minha terra há 6 meses, desde então tenho adaptado meus sentidos para verem outras paisagens, outros rostos, muitos desconhecidos caminham pela rua, senti-me assim alguns anos atrás quando saí da casa de meus pais, mas agora era diferente, já não esbanjo mais aqueles 20 anos solitários de noites em claro e uma fumaça que subia pela cabeça até o infinito, agora como a mãe de família que me tornei meu caminhar vem sempre acompanhado de uma pequena mãozinha, de olhos atentos, de dedinho em riste que pergunta em tempo integral: o que é isso?
-Isso é o desconhecido, brinco com ela, que conhecendo poucas palavras franze ainda mais a expressão curiosa que me cativa.
-Isso é um carro som tocando sertanejo!Não é muito diferente do tecno-brega, na verdade acho que até aprendi a gostar desses modões do Goiás velho!
Agora com 25 me questiono: Pará pra que? Se o meu lugar é onde eles estão.
Se numa mão tenho o homem e na outra a criança.
Virei cigana, com lenço e com documento, desbravando meu Brasilzão de guerra.
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