29.11.11

Sou Paraense e Voto Sim


Para enterder-mos o tamanho do Estado Paraense devemos levar em consideração que para percorrermos dois extremos precisaríamos de pelo menos três dias de viagem. Para quem conhece a infervecência da Velha Belém sabe que a maior parte dos benefícios básicos de Saúde, Educação, Segurança, Seneamento e Moradia estão em andamento ou pelo menos deveriam estar pois é nessa região que o Estado paraense investe mais de 70% dessa receita.
Para as outras regiões sobra 30% de recursos que por serem insuficientes transformam os Hospitais em um verdadeiro martírio por mais de uma vez tive que compra a seringa para que minha filha recebesse as vacinas basicas que uma criança precisa na cidade de Marabá.
Todos os dias são noticiados casos de assassinatos, trafico de drogas, prostituição, e todo tipo de má sorte, deixando a população assustada e isolada, trancada dentro de casa e trabalhando cada vez mais para ter um plano de saude ou pagar consultas em clinicas particulares.
E não pense você que isso é garantia de bom atendimentos há casos em que as pessoas chegam a passar até oito horas na fila de espera depois de pagarem em média R$ 200,00 pela consulta.
É bem verdade que como paraenses não conhecemos direito a realidade da região do Carajás a não ser pelas notícias de enchentes e desabrigados na época da chuva. Ignoramos que Marabá foi eleita e segunda cidade mais violenta do país e que pelo menos quatro reservas indigenas se consentram nessa Região como é o caso dos Povos Xikrín,Parkatejê, Krikatejê, Suruí do Sororó que em sua todalidade não tem acesso a um posto de saude, remédios ou consultas.
Não podemos fechar nossos olhos ou ver-mos crianças indigenas morrendo de doenças simples ou de parto isso sim seria matar a nossa tradição e o nosso Paraensismo.
Dizer Não é condenar esse povo a miséria que estão inseridos e não dar a chance de nossas gerações melhores alimentadas e educadas pois apenas 2% dos jovens paraenses chegam a frequentar uma Universidade Pública.
A criação do Estado do Carajás deve aumentar o Indice de Desenvolvimento Humano da Região pois o Estado do Pará é o segundo Pior estado pra se viver no Brasil de acordo com o IBGE que também afirma que mais da metade da população vivem com menos de meio salario minímo, esses são dados do utimos senso e podem ser vistos na página www.ibge.org.br.
Os argumentos estão na mesa,e após analisá-los meu paraense coração decidiu que se somos todos Paraenses também somos todos Carajás.

28.11.11

Faltam Mil Dias

Faltam mil dias para a Copa do Mundo no Brasil e por mais que essa não seja a primeira vez desse famoso campeonato de futebol por essas bandas com certeza é minha primeira vez no auge de meus 24 anos.
Sou brasileira nascida no interior da periferia nacional, nunca vi as mina de Sampa, nem dancei num baile funk, mas cresci subindo em pé de mangueira, fazendo PECONHA para tirar o açaí e tomando banho de igarapé.
Quantos outros interiores parecem minha recatada agrovila do Apeú, tecendo nas redes de pesca, nas ondas do mar salgado do crispim, a imensidão deste país que nos pariu numa época em que crescer é de fato possível.
Lembro-me bem do dia do anúncio, o então presidente Luis Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro dos esportes Orlando Silva e do Pelé e cada um dos telespectadores Brasil a dentro, saltou como uma criança quando pudemos todos ler a frase Rio de Janeiro dentro do envelope dourado. O país do Futebol dono da Bola numa copa do Mundo.
Foi o primeiro presidente para o qual fiz militância, aos 18 anos engajei-me na luta popular pela eleição do primeiro homem de origem pobre subir ao poder. E ele subiu com classe, não a classe operária como muitos esperamos, mas com austeridade e virtu.
Era um dia escaldante em Marabá e vários fogos de artifício puderam ser ouvidos pela cidade, o calor nos deixava com roupas levíssimas de um verão que parecia não acabar, a presença de rios caudalosos no entorno da cidade, aumentava a sensação de calor e assim vínhamos vivendo na nossa mesopotâmia amazônica.
Depois do anúncio a vida continuou como costumava acontecer de fato e muitas coisas aconteceram desde então numa corrida decrescente ao tão sonhado dia do jogo de abertura da Copa do Mundo de Futebol no Brasil.