23.7.12

A Lição do Amor (Elisabeth Kübler-Ross & David Kessler)

O amor, aquela coisa que achamos difícil até mesmo de descrever, é a única experiência verdadeiramente real e duradoura da vida. Ele é a essência dos relacionamentos, o âmago da criatividade, o oposto do medo do poder, uma parte fundamental de quem somos. Ele é a fonte da felicidade, a energia que vive dentro de nós e nos une aos outros seres. No entanto, apesar de todo seu poder e grandeza, o amor é impalpável.

18.7.12

Memórias do Pará

Nasci na pequena Castanhal, no bairro distante do Cariri, e numa rua de terra batida caminhei meus primeiros passos. Tive uma infância feliz, convivia quase que pacificamente com meus irmãos que entre as disputas me protegiam. Aos sábados íamos ao sítio de Jipe sem capota, na poeira ou na chuva, pela estrada que começava na BR 316. Na altura do bairro Milagre descíamos na Avenida Lauro Sodré e seguíamos pela estrada tortuosa de um asfalto esburacado durante uma hora. Era a cidade que acabava com suas invasões. Mas era também fazendas enormes, onde pastava um gado branquinho e na sequencia agrovilas paupérrimas, sem sequer energia elétrica. Ao fim de mais ou menos uma hora de viagem chegávamos a pequena Inhangapi, com sua ponte e sua lenda. Contava-se que debaixo da ponte havia uma enorme sucuri, chamada de cobra grande, e esta habitualmente engolia banhistas desavisados que tomavam banho á noitinha. Eram muitos casos relatados e o fato é que não havia um só Inhangapiense que banhasse naquela parte do rio. Casinhas de madeira acompanhavam a estrada já de terra batida, que numa encruzilhada terminava metade na Igreja principal, e a outra metade seguia em frente, cada vez mais tortuosa, esburacada e cheia de ladeiras enormes. To be continue...

16.7.12

A mangueira sagrada

A floresta é verde brilhante quando chove, podemos ver as gotas de água que caem límpidas e sem pressa escorrendo geladas de encontro á terra. Algumas flores amarelas ressaltam na paisagem, outras folhas em forma de coração, ou compridas como de bananeiras, estreitas, cortantes, folhas de todo tipo, mas o que nós procurávamos era a mangueira centenária. Quem tinha nos falado da tal mangueira era o índio Tamakuaré, conhecedor das matas da reserva. Uma árvore que estava na memória daquele povo a várias gerações, era o refugio do pajé quando precisava meditar, e prova de coragem para o guerreiro que a encontra-se e trouxesse seus frutos dourados.