A tarde de sábado corria quente e enquanto eu arrumava as mochilas tentava imaginar não mais que o destino certo: Algodoal, mas a amplitude de uma viagem de barco até a “Ilha dos Amores.”
Viajar pelos rios, as veias da Amazônia povoadas pelos ribeirinhos, ancestrais do “achamento” do Brasil, que moram nas margens e usam canoas pra se locomover, como diria Pinduca: “Esse rio é minha rua”.
Quando o via sentado na minha frente, com as pernas cruzadas, admirava o falar manso e certo de quem já navegou em outras águas.
_Você ta pronta?
_Nós estamos!
Apertamos as mãos e caminhamos apressados. Um prédio começou a ser construído na esquina. Começou silencioso. Alguns funcionários que chegaram e fizeram suas medições. De repente a rua estava repleta de máquinas que espalhavam a terra vermelha da ausência do asfalto, outras que cuspiam litros e mais litros de concreto, enchendo cada sapata e enfim, as paredes começaram a ser levantadas, descobrimos ali um condomínio, pra abrigar tantos imigrantes que desembarcam em Marabá a cada novo Verão.
O Taxi-Lotação nos levou ao terminal rodoviário e próximo ao trevo que liga os três núcleos uma longa e barulhenta passeata de motos-taxis nos cruzou e após alguns minutos de buzinas ensurdecedoras o motorista que nos levava contou-nos sobre as dificuldades da classe e suas disputas com os moto-taxistas.
Taxi lotação é uma classe de motoristas que fazem a mesma rota dos ônibus urbanos e usam inclusive as paradas feitas pela prefeitura para recolher os passageiros. De uma parada a outra costuma-se cobrar o valor de dois reais. É uma ótima opção de transporte, pois desfruta de ar condicionado e pouca aglomeração humana.
Já o moto-taxi é uma outra opção de transporte que consiste em você se oferecer pra ser o carona em sua lambreta. Estes geralmente usam um colete laranja, o mais chamativo que conseguem e a vantagem desse transporte é que ele nos leva até o destino que iremos, coisa que o taxi-lotação não oferece. A corrida entre dois núcleos gira em torno de quatro reais.
A disputa que acontece, segundo o negro alto e corpulento que nos leva, é de caráter jurídico, pois apenas a profissão de moto-taxi está sendo regularizada.
Com dez minutos de corrida chegamos ao terminal e logo um jovem homem ofereceu-nos passagem para Tucuruí. Embarcamos na vam, por volta das 16 horas. A viajem começou.
Viajar pelos rios, as veias da Amazônia povoadas pelos ribeirinhos, ancestrais do “achamento” do Brasil, que moram nas margens e usam canoas pra se locomover, como diria Pinduca: “Esse rio é minha rua”.
Quando o via sentado na minha frente, com as pernas cruzadas, admirava o falar manso e certo de quem já navegou em outras águas.
_Você ta pronta?
_Nós estamos!
Apertamos as mãos e caminhamos apressados. Um prédio começou a ser construído na esquina. Começou silencioso. Alguns funcionários que chegaram e fizeram suas medições. De repente a rua estava repleta de máquinas que espalhavam a terra vermelha da ausência do asfalto, outras que cuspiam litros e mais litros de concreto, enchendo cada sapata e enfim, as paredes começaram a ser levantadas, descobrimos ali um condomínio, pra abrigar tantos imigrantes que desembarcam em Marabá a cada novo Verão.
O Taxi-Lotação nos levou ao terminal rodoviário e próximo ao trevo que liga os três núcleos uma longa e barulhenta passeata de motos-taxis nos cruzou e após alguns minutos de buzinas ensurdecedoras o motorista que nos levava contou-nos sobre as dificuldades da classe e suas disputas com os moto-taxistas.
Taxi lotação é uma classe de motoristas que fazem a mesma rota dos ônibus urbanos e usam inclusive as paradas feitas pela prefeitura para recolher os passageiros. De uma parada a outra costuma-se cobrar o valor de dois reais. É uma ótima opção de transporte, pois desfruta de ar condicionado e pouca aglomeração humana.
Já o moto-taxi é uma outra opção de transporte que consiste em você se oferecer pra ser o carona em sua lambreta. Estes geralmente usam um colete laranja, o mais chamativo que conseguem e a vantagem desse transporte é que ele nos leva até o destino que iremos, coisa que o taxi-lotação não oferece. A corrida entre dois núcleos gira em torno de quatro reais.
A disputa que acontece, segundo o negro alto e corpulento que nos leva, é de caráter jurídico, pois apenas a profissão de moto-taxi está sendo regularizada.
Com dez minutos de corrida chegamos ao terminal e logo um jovem homem ofereceu-nos passagem para Tucuruí. Embarcamos na vam, por volta das 16 horas. A viajem começou.
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