1.6.13
Sobre os planos e as notícias
Já não tenho tanta curiosidade de ver as manchetes dos noticiários televisivos, tão pouco as fotos super violentas dos jornais impressos. Afinal ou o fim do mundo vem num processo muito lento ou caminha na verdade em plena harmonia, por isso que o tão aclamado cataclisma mundial nunca chega de uma vez apenas nos aflige cotidianamente.
Há uns seis meses resolvi simplesmente estudar. Aprender das ciências. Desenvolver-me de um conhecimento que existe apenas nos grandes escritores. Não sem qualquer objetivo os livros passaram a ser meus mais insistentes companheiros de noites longas onde somente a saudade e a certeza do regresso me acompanham na solitária tarefa de entender melhor da humanidade.
Mas do objetivo, pra não perder o foco, é uma vaga no curso de Medicina. Sonho de infância. Vinte e seis anos de vida e a decisão tomada: chegou a minha hora.
Quando ligo a tv me sinto perdendo um tempo precioso, onde mais aprendo a consumir que a viver, comprar que compartilhar, querer e acreditar que o dinheiro é o motor da vida.
Porém a harmonia se encontra num todo equilibrado. Em seres que ainda sonham e se mantem imunes a uniformização global.
Manchetes são meras frases de impacto.
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