23.3.13

Dilma e seu interesse pelo Xingu


Lembro-me bem do dia em que a então candidata Dilma iria ao Pará discursar sobre suas intenções de governo. Estive bastante contente com o evento e não me demorei muito a tomar uma condução rumando para a Capital.
Durante o percurso Castanhal-Belém de 68 km notei um movimento e sobretudo um colorido anormal por ali. Eram dezenas de ônibus que vindos do interior traziam paraenses do estado inteiro, todos com o objetivo claro de despedir-se de Lula, mas sobretudo de conhecer a candidata á presidência. Eram sem-terras, assentados, ribeirinhos, colonos. Pessoas simples que conheciam o Brasil apresentado pelo Jornal Nacional.
Quanto mais me aproximava da Pedreira mais inteiro o fluxo vermelho tomava conta de Belém, então deparei-me com mais de cem mil pessoas sob o palco alto, a segurança nacional, O Exercito, a Marinha e a Aeronáutica.
Não demorou para que Lula viesse e fosse aclamado, o novo pai dos pobres exalta a multidão frenética, um frissom tomou conta de tudo. São milhares de vozes de gritos que tomam a cidade por pelo menos cinco minutos então Lula faz seu discurso, pede votos para Dilma e se despede.
Dilma não veio a Belém. Seu neto havia nascido e por isso apenas Lula viera. Não por acaso a Hidrelétrica de Belo Monte caminha a todo vapor, debaixo dos panos quentes do governo que numa atitude Ditatorial desrespeita todos os ambientalistas, antropólogos e historiadores, e principalmente os moradores da região além de massacrar todas as populações indígenas do Santuário do Rio Xingu.
Desde o primeiro momento ficaria claro que os olhos estão voltados para o capital. Aos interesses das megalópoles que acreditam que no Pará as jacarés tropeçam nas pessoas. Que ignorância terrível. Dos políticos e dos defensores dessa politica de massacre. Uma  questão onde os perseguidos do passados são os algozes da próxima geração.
Na foto acima protesto de estudante premiada em defesa do Xingu.



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